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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Pecado Extremo de Coco - nem os anjos resistem!

Eu sou viciado! Admito. Sou viciado nas coisas mais doces que vos poderão passar pela cabeça! O coco é um ingrediente que, acreditem ou não, anda sempre na minha despensa. Ou porque me apetece petiscar algo rápido com um ingrediente principal, ou porque me apetece misturar leite condensado com coco, ou então para preparar o meu mais famoso bolo; o Pecado Extremo de Coco!

Eu chamei-lhe "Pecado Extremo" devido a ser muito doce. A qualquer pessoa que sofra de diabetes, aconselho a ficar-se por apenas uma fatia, mas acredite, essa fatia vai deliciá-lo. E dá-me imenso prazer ver os meus a comer o meu bolo. Apesar de ser extremamente doce, tem um toque de simplicidade e rapidez que ninguém aqui em casa acredita! Mas é verdade.

Na batedeira, bastou-me misturar 4 ovos com 100 gramas de açúcar branco refinado e 150 gramas de coco ralado. Passado uns minutos sempre com a batedeira a trabalhar, acrescentei um terço de uma lata de leite condensado e, assim que obtive uma pasta harmoniosa, bastou-me juntar 200 gramas de farinha, 2 colheres de chá de fermento, 4 colheres de sopa de leite e 2 colheres de sopa de óleo.

Como todos sabemos, o óleo permite que o bolo fique mais fofo e macio, embora de qualquer modo não seja o meu objectivo principal nesta receita. Mas, é claro, o bolo tem de ser apresentável, logo, temos de o manter consistente! Misturei tudo muito bem na batedeira por cerca de 5 minutos.

Peguei numa forma e untei-a com margarina. Aqui fica um truque para untar uma forma. Quando o fizerem, peguem num pedaço médio de folha de alumínio e barrem um pouco de margarina no mesmo. Depois, basta passar a folha na forma e reabastecer de margarina se necessitar. Assim evita sujar muito as mãos e o trabalho de untar a forma fica muito mais reduzido.

De seguida polvilhei com um pouco de farinha, de modo a pegar a toda a margarina na forma, e despejei o conteúdo do bolo para dentro. Levei ao forno, pré aquecido a 200ºC, e mantive-o lá dentro por cerca de 25 minutos.

Eu sei que normalmente deseja-se os bolos bem cozidos, mas o importante neste bolo é que, quando lá for espetar com um palito ou fio de esparguete cru, este saia um pouco molhado mas que denote a cozedura ideal para ficar ligeiramente encharcado.

Enquanto o bolo cozia, preparei a cobertura. Numa taça média, misturei o restante da lata de leite condensado com mais 150 gramas de coco ralado e uma colher de chá de canela. Depois foi só esperar a cozedura do bolo, desenformar, e despejar esse delicioso creme por cima! Se quiser reforçar de forma definitiva o ingrediente principal, polvilhe o topo com um pouco mais de coco ralado.

Esta delícia, servida bem fria com um chá ou um pouco de leite fresco, faz as delícias de todos! Eu abusei um pouco, acho que tenho que ir ao médico avaliar os meus níveis de açúcar, visto ter devorado três generosas fatias (porque eu sou muito generoso comigo mesmo).

Vê como não custa? Eu acredito que nem os anjos resistem a tamanho pecado. É quase divino!

Resumo de ingredientes:

Massa do bolo:
- 4 ovos
- 100g de açúcar branco refinado
- 150g de coco ralado
- 1/3 de uma lata de leite condensado
- 200g de farinha de trigo sem fermento
- 2 colheres de chá de fermento
- 4 colheres de sopa de leite magro
- 4 colheres de sopa de óleo

Cobertura:
- Restante do leite condensado
- 150g de coco ralado
- 1 colher de chá de canela

Sigam, partilhem, "pipocomentem", e venham dizer-me se ficaram inundados de tanta doçura que até deixaram uma pilha de loiça para lavar. Bem... eu deixei... e visto que não tenho empregada, daqui a nada tenho que arrumar tudo...

Pipocas para todos! Até mais ver!

domingo, 4 de novembro de 2012

Cheesecake de Nutella; o rei das minhas sobremesas!

Há cerca de uns sete meses atrás experimentei fazer algo que, só pelo nome, me fez babar por tudo quanto era sítio. Como já devem ter percebido, sou amante de chocolate, e a Nutella nunca foi uma excepção no que toca a barrá-la em torradas bem quentes ou comê-la secretamente à colher durante um filme de terror às duas da madrugada.

Não comecem a julgar-me. Afinal, quem não cometeu aquele excesso que vos subiu à cabeça assim de repente e não vos largou até "assaltarem" a vossa despensa ou frigorífico? Bem, eu já devo ser culpado um milhão de vezes, sem exagero! De qualquer modo, não estamos aqui para definir cada "guloseima" devorada antes da hora das refeições, pois não? Ups, descaí-me!

Como eu estava a dizer, e a ver se consigo esfumar este momento meio embaraçoso, apesar de não poder dizer que a Nutella tenha sempre estado na minha despensa (o que acabaria por ser um atentado ao meu organismo), de vez em quando sempre escorrega um frasco para dentro do carrinho de compras e acabo por "inocentemente" me aperceber apenas quando chego a casa, na hora de arrumar as mercadorias.

Eu acho muito simples este cheesecake, até porque não tem nada de muito novo a não ser alterar certos ingredientes tradicionais nas sobremesas dos mais regrados cozinheiros. Eu decidi fazê-lo de novo. Ora vejam.

Eu comecei pela base. Não tem nada que enganar e nem tem que usar as mãos. Bastou-me misturar um pacote de bolachas Maria com 50 gramas de açúcar amarelo na trituradora. Depois de bem misturados e triturados, adicionei 60 gramas de manteiga previamente derretida (não demora nem dois minutos na potencia máxima do microondas). Triturei outra vez tudo muito bem até ter verificado uma mistura meio pastosa e uniforme.

Reservei a bolacha enquanto começava o recheio. Juntei 500 gramas de queijo creme Philadelphia com 150 gramas de açúcar branco refinado. À parte bati quatro ovos e juntei-os gradualmente ao queijo, envolvendo tudo sempre muito bem. Convém bater um pouco tudo com algum vigor, mas não necessita de fazer o trabalho de uma batedeira. Nem eu mesmo o fiz.

Já devem aperceber-se da pasta que esta mistura vai formar. Uniforme, um tanto ou quanto firme, linda, gloriosa! Conseguem imaginá-la tingida do castanho do chocolate Nutella? Oh, que visão maravilhosa. Vai inundar-vos o cérebro não só com a cor como também com o cheiro tão doce!

Vamos tratar da consistência do queijo. Dissolvi 3 folhas de gelatina incolor em água fria, cerca de 150 mililitros, e juntei ao queijo. Restou-me apenas bater um pacote de natas frescas Longa Vida e envolvê-las com todo o preparado anterior. Por fim, juntei 6 colheres de Nutella, mexendo até verificar o castanho doce a tomar conta do espaço branco das natas e do queijo.

Numa forma apropriada para tartes, com fundo removível, forrei a base com a bolacha triturada, tendo sempre o cuidado de não deixar nenhum buraco ou fissura o máximo possível. Teria que ter a certeza que não veria o fundo da forma, tapada pela bolacha. Depois, bastou-me colocar a mistura do queijo por cima, alisando a superfície. Levei ao frigorífico por cerca de 3 horas, de maneira a que ganhasse a consistência e firmeza necessário para não desmoronar na hora de desenformar.

Durante esse tempo de espera, como devem imaginar, já andava a preparar o jantar e a colocar a mesa pois fiz este cheesecake num dia em que tinha algumas visitas.

Após as três horas, retirei o cheesecake, desenformando-o. Peguei no frasco da Nutella e barrei a superfície com o creme. Eu decidi fazer algumas ondulações no topo, não me apetecia ter algo muito perfeito, até porque as visitas que aí vinham já eram frequentes e sempre muito bem vindas. Coloquei de novo no frigorífico, de forma a servi-lo bem frio!

Até havia bocas lambuzadas de chocolate, e a luta pela última fatia foi... inexistente. O meu jantar encheu-lhes os estômagos e, apesar de apenas ter sobrado uma fatia, toda a gente comeu a sua, e bem generosa! Foi um aconchego saber que, quando estivesse a ver outro filme, ainda tinha a última fatia no frigorífico à minha espera (embora, na hora da verdade, estivesse uma perfeita dentada na mesma). Ao menos não precisei de ir ao frasco da Nutella rapar tudo! Embora tenha guardado o pouco que restou...

Resumo dos ingredientes:

Base:
- 1 pacote de bolachas Maria
- 50g de açúcar amarelo
- 60g de manteiga derretida

Recheio:
- 500g de queijo creme Philadelphia
- 150g de açúcar branco refinado
- 4 ovos
- 3 folhas de gelatina incolor
- 1 pacote de natas frescas Longa Vida
- 6 colheres de sopa de Nutella

Cobertura:
- Nutella q.b.

Sigam, partilhem, "pipocomentem", e as vossas bocas gulosas que me digam se se derreteram no sabor tão divino deste cheesecake ou se afinal o chocolate é que se derreteu na vossa língua!

Pipocas para todos! Até mais ver!

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Mousse de Chocolate à Francesa

Pessoalmente, não vivo sem chocolate. Dá-me as maiores inspirações e sempre me mantém activo nas minhas tarefas. Convenientemente, passou o 31 de Outubro, noite de Halloween e, apesar de não ter muitos preparativos nessa data festiva, gosto sempre de dar um carinho a mim e aos meus próximos. Há sempre algo de novo para provar ou experimentar fazer. A minha mousse de chocolate à francesa foi um pequeno invento meu pouco extravagante mas com um travo diferente da tradicional, mas não menos deliciosa, mousse. Foi um pequeno invento que marcou a minha noite das bruxas.

Para quem não sabe, mousse é a palavra francesa para "espuma" o que, nesta minha receita, se encaixa perfeitamente na textura altamente frágil devido a se derreter gloriosamente na boca mas mantendo o travo forte e doce do chocolate no palato.

Algo que me alegra imenso é quando me falam que fizeram ou comeram mousse de manga, de limão, ou qualquer outra, mas fica na minha mente aquele pensamento tão deliciosamente infantil de associar essa palavra imediatamente ao chocolate. Será assim tanto pecado desejar tamanho manjar dos deuses? Bem, eles que não me julguem se eu adicionar um novo ingrediente à receita mundialmente conhecida, mas convém dizer que "o que não mata engorda".

A preparação não podia ser mais simples, ou aliás, igual a qualquer outra. A diferença está precisamente em alguns ingredientes. Mas descansem, não é nada de mais.

Numa caçarola pequena eu parti uma tabuleta de chocolate preto culinário e adicionei também cerca de 50 gramas de chocolate de leite (pode ser de qualquer marca). Eu devo isto à minha mãe, que sempre me habituou a gostar de misturar chocolates numa receita ou mesmo na minha boca quando ela comprava vários  tipos de chocolate. Juntei-lhe 100 gramas de manteiga magra sem sal e mantive o lume brando, mexendo sempre de vez em quando.

Separei as gemas das claras de 6 ovos, e adicionei as gemas ao chocolate derretido, previamente colocado numa taça de vidro grande, e envolvi tudo muito bem. De seguida adicionei 150 gramas de açúcar amarelo, mas a partir daí não mexi muito. Isto porque eu adoro que permaneçam alguns cristais do açúcar intactos para, na hora da degustação possa trincá-los junto com o sabor do chocolate... é uma sensação tão excitante e aconchegante.

Aqui entra o improvável. 100 mililitros de champanhe doce. Acredite que não é muito difícil de adicionar. E presumo que não se vai arrepender do sabor. Adicione aos poucos, envolvendo levemente a cada gole depositado na mistura do chocolate. Assim que tiver adicionado tudo, tape com película aderente e coloque-o no frigorífico.

Enquanto isso, como já deve saber, fiz o habitual. Numa batedeira, bati as 6 claras em castelo, garantindo que, ao virar a taça da batedeira, estas ficassem bem firmes. A minha mãe ensinava-me isto quando era mais pequeno mas fazia sempre asneira. Mesmo antes de atingir esse ponto, já andava a virar a taça e acabava por sujar a bancada da cozinha. A minha adorada mãe aborrecia-se imenso, e era a sentença para parar de fazer a sobremesa. Apesar de tudo aprendi finalmente a não desafiar muito a gravidade, e então fico bastante tempo na batedeira até finalmente ter as claras como realmente quero.

Toca a tirar o chocolate do frigorífico. Junte-lhe as claras e envolva de forma leve mas verificando que fica tudo bem mexido e achocolatado. Reserve no frigorífico por uma hora.

Foi na altura de servir que fui para além da inovação. Foi de última hora que tive uma ideia maravilhosa e que me deu o impulso para chegar ao frigorífico e pegar num pacote de natas frescas (eu uso Longa Vida). Não se assustem. Apenas bati as natas na batedeira até ficarem montadas. Assim que o consegui, foi só buscar a mousse e preparar o serviço.

Em taças pequenas de sobremesa montei a base de natas, com cerca de colher e meia de sopa em cada taça, sempre alisando a superfície. Por cima coloquei a mousse de chocolate, decorando o topo com raspas de limão.

Não é nada de especial mas, para quem quiser experimentar, eu tenho a certeza que não se vão arrepender. Eu é que, em parte me arrependo, mas não é por comer. Foi tão grande o sucesso que tenho duas encomendas desta receita para fazer. Deus queira que haja nem que seja pelo menos uma hora nos meus próximos dias para fazê-la a tempo.

Porém, apesar de tudo, é gratificante cozinhar para os outros. Não me custa nada e ainda tenho o prazer de me deleitar com cada ingrediente nas minhas receitas. Esta mousse não foi excepção. Só tive oportunidade de comer uma tacinha, mas essa mesma, coitada, foi devorada com o maior prazer.

Resumo dos ingredientes:
- 1 tabuleta de chocolate preto culinário
- 50g de chocolate de leite
- 100g de manteiga magra sem sal
- 6 ovos
- 150g de açúcar amarelo
- 100ml de champanhe doce
- 1 pacote de natas frescas
- raspa de 1 limão

Partilhem, "pipocomentem", digam-me se esta mousse é algo de especial ou simplesmente um capricho mal conseguido da minha parte. Vá, podem ser maus...

Pipocas para todos! Até mais ver!