terça-feira, 6 de novembro de 2012

Frango à la picanta

Pessoalmente, há algo nas especiarias picantes que me atrai quando cozinho. E misturar sabores orientais com um bom ingrediente picante fica maravilhoso! Hoje era suposto ter feito frango com caril, mas pensei melhor e decidi voltar a satisfazer os nossos gostos com algo picante. Eu e a minha família temos uma língua de ferro e adoramos sentir sabores bem hot nas nossas bocas.

Para dar o picante ao meu frango, precisei de quatro ingredientes que tenho o maior prazer em conservar para momentos especiais. Quatro ingredientes que, combinados, dão um calor picante único e extremo. O primeiro, é a pimenta branca. Eu uso de moinho, mas poderá comprar pimenta branca moída. Depois, as malaguetas. O segredo para a refeição ficar mesmo picante quando se usa uma malagueta é nunca retirar as sementes. São essas que concedem o mais alto teor picante das malaguetas ao molho.

Depois desses, existem outros dois ingredientes que não são usados num contexto de conceder um sabor apimentado a um prato mas ainda assim têm, na sua essência, um travo picante que possibilita inúmeras sensações quando bem cozinhado. Estes são o alho e o gengibre. Por isso mesmo, neste prato, utilizei bastantes dentes de alho e um pouco de gengibre.

Uma especial atenção para a essência deste prato. Acontece que é extremamente picante, portanto, se quiser, aconselho a retirar as sementes das malaguetas ou não adicionar algum dos outros ingredientes, embora deva pelo menos manter o alho.

Vamos começar? Arranjei um frango inteiro sem miúdos, separando as pernas e as asas e cortando em pedaços o restante. Reservei num taparuére o frango, temperando-o com sal e vinagre, e ali ficou por cerca de meia hora.

Numa trituradora, juntei então duas malaguetas cortadas em pedaços (junto com as sementes), duas colheres de chá de pimenta branca de moinho (ou já moída, o que tiver), 10 dentes de alho descascados e 50 gramas de gengibre fresco. Adicionei também um pouco de azeite virgem extra, duas colheres de sopa de polpa de tomate e uma pitada de noz moscada e sal. Triturei tudo até obter uma pasta rude mas uniforme.

Preparei então o refogado com uma cebola, um cubo de caldo de carne, uma folha de louro e um pouco de azeite regular. Assim que a cebola alourou, adicionei um chouriço cortado aos bocados, mexendo um pouco até o seu delicioso cheiro salgado se alastrar pela cozinha. Aí, adicionei o frango.

Mantive-o no refogado por cerca de 15 minutos, até refogar juntamente com a cebola e depois juntei 150 gramas de polpa de tomate. Mexi tudo muito bem e adicionei por fim a mistura das malaguetas trituradas com o gengibre e o alho. Mexendo tudo sempre bem por 5 minutos, foi só juntar por fim uma caneca de água, tapar a panela e deixar cozer por entre 30 a 35 minutos.

Enquanto isso, cozi esparguete como acompanhamento. Passados os 30 minutos, verifiquei o frango e assim que ficou cozido, desliguei o lume. Deixei-o a repousar por cerca de 15 minutos, sempre tapado, para não perder o calor, mas para continuar a assimilar o picante e o sal dos restantes ingredientes. Escorri a massa, servi-a em pratos e por cima foi só colocar o frango e o molho.

Todos à mesa ficaram a arder, mas todos muito satisfeitos. O frango ficou uma delícia e o travo picante ainda está na minha boca. E eu acabei de comer há hora e meia! É simplesmente uma delícia dos infernos!

Resumo de ingredientes:

Frango:
- 1 frango inteiro sem miúdos
- 1 chouriço
- 1 cebola
- 1 folha de louro
- 1 cubo de caldo de carne
- 150g de polpa de tomate
- 1 caneca de água
- Azeite q.b.

Mistura picante:

- 10 dentes de alho descascados
- 2 malaguetas médias
- 50g de gengibre fresco
- 2 colheres de chá de pimenta branca de moinho (ou já moída)
- 2 colheres de sopa de polpa de tomate
- Sal, noz moscada e azeite q.b.

Sigam, partilhem, "pipocomentem", e digam-me se adoram ter as línguas a arder também. Estupendo, é só o que vos digo!

Pipocas para todos! Até mais ver!

Pecado Extremo de Coco - nem os anjos resistem!

Eu sou viciado! Admito. Sou viciado nas coisas mais doces que vos poderão passar pela cabeça! O coco é um ingrediente que, acreditem ou não, anda sempre na minha despensa. Ou porque me apetece petiscar algo rápido com um ingrediente principal, ou porque me apetece misturar leite condensado com coco, ou então para preparar o meu mais famoso bolo; o Pecado Extremo de Coco!

Eu chamei-lhe "Pecado Extremo" devido a ser muito doce. A qualquer pessoa que sofra de diabetes, aconselho a ficar-se por apenas uma fatia, mas acredite, essa fatia vai deliciá-lo. E dá-me imenso prazer ver os meus a comer o meu bolo. Apesar de ser extremamente doce, tem um toque de simplicidade e rapidez que ninguém aqui em casa acredita! Mas é verdade.

Na batedeira, bastou-me misturar 4 ovos com 100 gramas de açúcar branco refinado e 150 gramas de coco ralado. Passado uns minutos sempre com a batedeira a trabalhar, acrescentei um terço de uma lata de leite condensado e, assim que obtive uma pasta harmoniosa, bastou-me juntar 200 gramas de farinha, 2 colheres de chá de fermento, 4 colheres de sopa de leite e 2 colheres de sopa de óleo.

Como todos sabemos, o óleo permite que o bolo fique mais fofo e macio, embora de qualquer modo não seja o meu objectivo principal nesta receita. Mas, é claro, o bolo tem de ser apresentável, logo, temos de o manter consistente! Misturei tudo muito bem na batedeira por cerca de 5 minutos.

Peguei numa forma e untei-a com margarina. Aqui fica um truque para untar uma forma. Quando o fizerem, peguem num pedaço médio de folha de alumínio e barrem um pouco de margarina no mesmo. Depois, basta passar a folha na forma e reabastecer de margarina se necessitar. Assim evita sujar muito as mãos e o trabalho de untar a forma fica muito mais reduzido.

De seguida polvilhei com um pouco de farinha, de modo a pegar a toda a margarina na forma, e despejei o conteúdo do bolo para dentro. Levei ao forno, pré aquecido a 200ºC, e mantive-o lá dentro por cerca de 25 minutos.

Eu sei que normalmente deseja-se os bolos bem cozidos, mas o importante neste bolo é que, quando lá for espetar com um palito ou fio de esparguete cru, este saia um pouco molhado mas que denote a cozedura ideal para ficar ligeiramente encharcado.

Enquanto o bolo cozia, preparei a cobertura. Numa taça média, misturei o restante da lata de leite condensado com mais 150 gramas de coco ralado e uma colher de chá de canela. Depois foi só esperar a cozedura do bolo, desenformar, e despejar esse delicioso creme por cima! Se quiser reforçar de forma definitiva o ingrediente principal, polvilhe o topo com um pouco mais de coco ralado.

Esta delícia, servida bem fria com um chá ou um pouco de leite fresco, faz as delícias de todos! Eu abusei um pouco, acho que tenho que ir ao médico avaliar os meus níveis de açúcar, visto ter devorado três generosas fatias (porque eu sou muito generoso comigo mesmo).

Vê como não custa? Eu acredito que nem os anjos resistem a tamanho pecado. É quase divino!

Resumo de ingredientes:

Massa do bolo:
- 4 ovos
- 100g de açúcar branco refinado
- 150g de coco ralado
- 1/3 de uma lata de leite condensado
- 200g de farinha de trigo sem fermento
- 2 colheres de chá de fermento
- 4 colheres de sopa de leite magro
- 4 colheres de sopa de óleo

Cobertura:
- Restante do leite condensado
- 150g de coco ralado
- 1 colher de chá de canela

Sigam, partilhem, "pipocomentem", e venham dizer-me se ficaram inundados de tanta doçura que até deixaram uma pilha de loiça para lavar. Bem... eu deixei... e visto que não tenho empregada, daqui a nada tenho que arrumar tudo...

Pipocas para todos! Até mais ver!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Beijo Doce de Anjos; um luxo celestial!

Decerto que me compreende quando desejo algo doce e mais ousado em momentos que o merecem, ou em alturas em que a companhia chama a atenção para esses bocados de sabor. Eu especialmente sei que uma boa bebida acompanhada de alguns bolinhos ou bolachinhas de manteiga é uma especialidade típica de qualquer ser humano que gosta de agradar a si mesmo. O meu cocktail traz memórias doces e únicas numa altura que eu sei que vai querer se deliciar.

Eu sei que poderá ser difícil encontrar algum destes ingredientes, mas numa adega ou loja mais virada para a área do álcool decerto encontrará sem muita dificuldade. Só precisa de ter 200 mililitros de licor de cacau, 200 mililitros de licor de aniz, 200 mililitros de leite condensado, e 100 mililitros de creme de leite fresco. É muito fácil, basta misturar esses ingredientes todos numa jarra ou recipiente próprio, decorar as taças drink com fios de chocolate derretido e depositar dentro das taças.

Um luxo a que se pode permitir e nem tem que se preocupar em ter que comprar uma bebida já feita. Não tem nada que enganar e vai deliciá-lo por um longo instante!

Resumo de ingredientes:
- 200ml de licor de cacau
- 200ml de licor de aniz
- 200ml de leite condensado
- 100ml de creme de leite fresco
- Chocolate derretido

Sigam, partilhem, "pipocomentem", e mantenham os vossos sentidos apurados. Não se esqueça, divirta-se mas beba com moderação!

Pipocas para todos! Até mais ver!

Sopa de Castanhas; um aconchego!

Estamos em Novembro, o Outono já reina por pouco mais de um mês, e os tempos chuvosos já se fazem notar por uns bons dias. Andar pelas ruas com os pés ensopados e no entanto ter um cheiro quentinho tão agradável pelas nossas costas de castanhas a serem assadas... é um momento de pura inocência e que dá um aconchego imenso.

Algo que me aquece muito (devido a ser muito friorento), é uma bela sopa acompanhada de um pouco de vinho e algumas tostas. Não vos agrada essa imagem tão típica de uma casa cheia de pessoas a falarem à mesa e a comerem uma refeição quente enquanto lá fora chove? Hmm... que saudades!

A minha sopa de castanhas relembra-me cada uma dessas noites tão cómodas! E é um prazer prepará-la, já que é tão apreciada sobretudo nestes dias em que só nos apetece estar na cama enroscados nos cobertores. É uma delícia!

Numa panela, cortei em bocados duas cenouras e piquei uma cebola. Lavei um alho francês e um talo de aipo, escorri-os bem e juntei-os aos ingredientes anteriores, cortando-os igualmente. Adicionei cerca de 60 gramas de margarina e tapei a panela. Liguei o lume, mantendo-o brando, até a margarina derreter por completo.

Aqui entra um capricho meu. Costumo ver muita gente a adicionar castanhas compradas congeladas. Eu prefiro compradas numa mercearia. Não descuro o sabor das castanhas ultra-congeladas, mas acontece que, para mim, o sabor não será o mesmo, e não se libertará todo durante a cozedura. Assim, as castanhas passarão do tempo que tomariam a derreter (se fossem congeladas) para começarem a ficar moles e libertarem todo o sabor que têm, até ao último bocado tenro.

Assim sendo, 500 gramas de castanhas descascadas, e tapei de novo a panela, de modo a que a margarina derretida pudesse suar um pouco mais e envolver todos os ingredientes no seu cheiro deliciosamente aleitado. Mantive esse processo por cerca de 5 minutos.

Adicionei então 700 mililitros de água a ferver, um cubo de caldo de legumes, e mantive o preparado em lume brando até as castanhas ficarem macias. A partir daí, reduzi tudo a uma espécie de puré com a varinha mágica e adicionei 350 mililitros de leite morno. Depois disso, bastou-me temperar com sal e pimenta branca e manter a panela ao lume até levantar fervura, mas tive sempre o cuidado de mexer de vez em quando. Cerca de 20 minutos será o que terá que esperar a mais para poder servir este manjar dos deuses à sua mesa!

Quer experimentar? Acredite que não lhe escondi segredo algum! Ah... e, quando servir, regue com um longo fio de azeite. Fica um mimo na sua boca!

Resumo de ingredientes:
- 2 cenouras
- 1 cebola
- 60g de margarina
- 1 talo de aipo
- 1 alho francês
- 500g de castanhas descascadas
- 700ml de água a ferver
- 1 cubo de caldo de legumes
- 350ml de leite morno
- Sal e pimenta q.b.
- Azeite q.b.

Nada que enganar, e o vosso estômago agradece.

Sigam, partilhem, "pipocomentem", refiram com que vocês acompanhariam esta sopa, e digam-me se a sobremesa foi algum doce com castanhas...

Pipocas para todos! Até mais ver!

Macarrão Rápido de Salsicha e Natas

Estragar comida... não é comigo. E quando, infelizmente, tenho de deitar comida fora, dá-me um baque no coração. Não só porque sempre poderia ser o que mais tarde nos poderá faltar, como também é coisa que, no fundo, me agradou cozinhar!

Com este artigo pretendo mostrar-vos o que realmente se pode fazer com as sobras ou alguma coisa que temos posto involuntariamente de parte no frigorífico. Eu reaproveitei umas salsichas frescas do talho para preparar um macarrão que fez sucesso aqui por casa. Entrem na minha cozinha e vejam a simplicidade e sabor traduzidas na rapidez.

Ontem fritei salsichas para a família  até porque não tinha muito tempo para uma refeição mais ousada e bem preparada, mas toda a gente ficou bem alimentada. Sobraram-me oito salsichas (também fritas) que reaproveitei hoje com o maior prazer. Já andava com esta deliciosa ideia enquanto regressava a casa.

Depois de um banho relaxante e de ver o meu programa favorito, peguei nos tachos para me apressar a comer. Numa panela, refoguei uma cebola enorme que comprei à última hora no supermercado, com dois dentes de alho, uma folha de louro inteira e um pouco de azeite normal. Em outro bico do fogão, pus meio litro de água a aquecer para cozer o macarrão. Eu usei macarrão grande riscado, mas podem usar do mais pequeno ou então, massa tagliatelle.

Enquanto isso, preparei as salsichas, cortando-as aos bocados (não medi com exactidão, até porque gosto muito da desigualdade de tamanhos no que diz respeito a bocados de carne quando a trincamos). Antes mesmo de colocar as salsichas na panela, já regozijava o momento em que me iria deleitar num prato novo no qual reutilizei as sobras. Algo que todos devemos aprender a fazer.

Adicionei as salsichas e dei-lhes uma mexedela. Apesar de terem sido cozinhadas ontem, certifiquei-me que ficariam ao lume por uns 10 minutos, não só para as aquecer mas também para manter a firmeza e textura das mesmas. Aliás era mais que tempo suficiente para o macarrão, acabado de ser adicionado à água a ferver, ficar cozido.

Eu gosto da massa cozida mas um pouco rija. Prefiro ter o que trincar do que só ter comida muito mole no prato. Assim que o macarrão cozeu, escorri-o todo, adicionei um pouco de margarina e juntei-o às salsichas. Por fim, verti 200 mililitros de natas culinárias, mexendo tudo muito bem. Aqui, só precisei de acrescentar alguns sabores. Uma colher de chá de noz moscada, o sumo de meio limão e duas colheres de chá de molho picante.

A combinação perfeita para um jantar rápido e delicioso. Eu sei que não parece ser uma receita que justifique a sua publicação num blog, e até pode parecer ter um aspecto feio, mas o sabor compensa. Aqui fica a sugestão de como reaproveitar os restos de um jantar ou almoço em que o estômago não suportou todas as delícias à mesa.

Resumo de ingredientes:
- 8 a 10 salsichas frescas do talho
- Macarrão grande riscado q.b. (ou outra massa da sua preferência)
- 1 cebola
- 2 dentes de alho
- Azeite q.b.
- 1 folha de louro
- 1 pacote de natas culinárias (200ml)
- 1 colher de chá de noz moscada
- Sumo de meio limão
- 2 colheres de chá de molho picante

Também houve sucesso em vossa casa?

Sigam, partilhem, "pipocomentem", e venham dizer-me se gostaram da experiência simples de sabor no vosso prato.

Pipocas para todos! Até mais ver!

domingo, 4 de novembro de 2012

Cheesecake de Nutella; o rei das minhas sobremesas!

Há cerca de uns sete meses atrás experimentei fazer algo que, só pelo nome, me fez babar por tudo quanto era sítio. Como já devem ter percebido, sou amante de chocolate, e a Nutella nunca foi uma excepção no que toca a barrá-la em torradas bem quentes ou comê-la secretamente à colher durante um filme de terror às duas da madrugada.

Não comecem a julgar-me. Afinal, quem não cometeu aquele excesso que vos subiu à cabeça assim de repente e não vos largou até "assaltarem" a vossa despensa ou frigorífico? Bem, eu já devo ser culpado um milhão de vezes, sem exagero! De qualquer modo, não estamos aqui para definir cada "guloseima" devorada antes da hora das refeições, pois não? Ups, descaí-me!

Como eu estava a dizer, e a ver se consigo esfumar este momento meio embaraçoso, apesar de não poder dizer que a Nutella tenha sempre estado na minha despensa (o que acabaria por ser um atentado ao meu organismo), de vez em quando sempre escorrega um frasco para dentro do carrinho de compras e acabo por "inocentemente" me aperceber apenas quando chego a casa, na hora de arrumar as mercadorias.

Eu acho muito simples este cheesecake, até porque não tem nada de muito novo a não ser alterar certos ingredientes tradicionais nas sobremesas dos mais regrados cozinheiros. Eu decidi fazê-lo de novo. Ora vejam.

Eu comecei pela base. Não tem nada que enganar e nem tem que usar as mãos. Bastou-me misturar um pacote de bolachas Maria com 50 gramas de açúcar amarelo na trituradora. Depois de bem misturados e triturados, adicionei 60 gramas de manteiga previamente derretida (não demora nem dois minutos na potencia máxima do microondas). Triturei outra vez tudo muito bem até ter verificado uma mistura meio pastosa e uniforme.

Reservei a bolacha enquanto começava o recheio. Juntei 500 gramas de queijo creme Philadelphia com 150 gramas de açúcar branco refinado. À parte bati quatro ovos e juntei-os gradualmente ao queijo, envolvendo tudo sempre muito bem. Convém bater um pouco tudo com algum vigor, mas não necessita de fazer o trabalho de uma batedeira. Nem eu mesmo o fiz.

Já devem aperceber-se da pasta que esta mistura vai formar. Uniforme, um tanto ou quanto firme, linda, gloriosa! Conseguem imaginá-la tingida do castanho do chocolate Nutella? Oh, que visão maravilhosa. Vai inundar-vos o cérebro não só com a cor como também com o cheiro tão doce!

Vamos tratar da consistência do queijo. Dissolvi 3 folhas de gelatina incolor em água fria, cerca de 150 mililitros, e juntei ao queijo. Restou-me apenas bater um pacote de natas frescas Longa Vida e envolvê-las com todo o preparado anterior. Por fim, juntei 6 colheres de Nutella, mexendo até verificar o castanho doce a tomar conta do espaço branco das natas e do queijo.

Numa forma apropriada para tartes, com fundo removível, forrei a base com a bolacha triturada, tendo sempre o cuidado de não deixar nenhum buraco ou fissura o máximo possível. Teria que ter a certeza que não veria o fundo da forma, tapada pela bolacha. Depois, bastou-me colocar a mistura do queijo por cima, alisando a superfície. Levei ao frigorífico por cerca de 3 horas, de maneira a que ganhasse a consistência e firmeza necessário para não desmoronar na hora de desenformar.

Durante esse tempo de espera, como devem imaginar, já andava a preparar o jantar e a colocar a mesa pois fiz este cheesecake num dia em que tinha algumas visitas.

Após as três horas, retirei o cheesecake, desenformando-o. Peguei no frasco da Nutella e barrei a superfície com o creme. Eu decidi fazer algumas ondulações no topo, não me apetecia ter algo muito perfeito, até porque as visitas que aí vinham já eram frequentes e sempre muito bem vindas. Coloquei de novo no frigorífico, de forma a servi-lo bem frio!

Até havia bocas lambuzadas de chocolate, e a luta pela última fatia foi... inexistente. O meu jantar encheu-lhes os estômagos e, apesar de apenas ter sobrado uma fatia, toda a gente comeu a sua, e bem generosa! Foi um aconchego saber que, quando estivesse a ver outro filme, ainda tinha a última fatia no frigorífico à minha espera (embora, na hora da verdade, estivesse uma perfeita dentada na mesma). Ao menos não precisei de ir ao frasco da Nutella rapar tudo! Embora tenha guardado o pouco que restou...

Resumo dos ingredientes:

Base:
- 1 pacote de bolachas Maria
- 50g de açúcar amarelo
- 60g de manteiga derretida

Recheio:
- 500g de queijo creme Philadelphia
- 150g de açúcar branco refinado
- 4 ovos
- 3 folhas de gelatina incolor
- 1 pacote de natas frescas Longa Vida
- 6 colheres de sopa de Nutella

Cobertura:
- Nutella q.b.

Sigam, partilhem, "pipocomentem", e as vossas bocas gulosas que me digam se se derreteram no sabor tão divino deste cheesecake ou se afinal o chocolate é que se derreteu na vossa língua!

Pipocas para todos! Até mais ver!